domingo, 29 de abril de 2012

O medo de ofender é maior que o medo da dor

The Girl with the Dragon Tattoo (Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres) é, antes de tudo, um filme bem feito. Com ótima trilha sonora e personagens bem caracterizados. A trama (que também é boa) serve apenas como pano de fundo para uma direção de primeira, como já era de se esperar.

Meu corte vai para duas cenas:

Cena 1 – Apresentação da protagonista-heroína-investigadora (“Acho que você não gostará dela. [...] Ela é diferente. Em todos os sentidos.”)
Cena 2 – Apresentação do assassino, ao som de Enya (“Por que as pessoas não confiam em seus instintos? [...] Só tive que oferecer uma bebida.”)

Não costumo fazer isso, mas esse filme é do tipo “investigação, mistério, vítimas e assassinos”, então eu não veria a segunda cena antes de ver o filme...

A primeira cena:



A segunda cena:



“The fear of offending is stronger than the fear of pain.”


sábado, 14 de abril de 2012

O verdadeiro amor te encontrará... no fim

Dois jovens solitários, vivendo isolados na Buenos Aires da era virtual, tentando se encaixar no mundo moderno, como tantos jovens por aí. Separados por paredes e tijolos, mas fragilmente conectados por mensagens de texto e chats online, buscando alguém para dividir sentimental e fisicamente suas vidas. Com a diferença de que, no filme, o final é feliz... Algo do tipo “o amor da sua vida está mais perto do que você imagina, e pode ser o seu vizinho de prédio”. Ou “somos problemáticos, incompreendidos, mas juntos nos salvamos”. De um jeito ou de outro, Medianeras fala da modernidade com criatividade, expondo uma realidade cada vez mais comum, de uma forma original e muito bem “arquitetada”.

Meu corte vai para a cena das recentes janelas abertas nas “medianeras” (as paredes cegas dos edifícios, sem janelas):



True Love Will Find You In The End 
(Daniel Jonhston) 

True love will find you in the end 
You'll find out just who was your friend 
Don't be sad, I know you will, 
But don't give up until 
True love will find you in the end 
This is a promise with a catch 
Only if you're looking can it find you 
'Cause true love is searching too 
But how can it recognize you 
Unless you step out into the light? 
Don't be sad I know you will 
But don't give up until
True love finds you in the end

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Real e humano?

Um dublê como herói, uma garçonete como mocinha, um mafioso como vilão e uma trilha sonora anos 80 de tirar o fôlego. Inspirado em enredos centrados nos clássicos heróis do cinema norte-americano, Drive é silencioso, tenso, teatral. O drama, os clichês, as cenas de violência, todos de impacto, fazem do filme fetiche puro do começo ao fim. 

Meu corte vai para a sequência de abertura, que apresenta de forma notável nosso protagonista: 




“- Do you know the difference between love and obsession? 
- No. 
- And what’s the difference between obsession and desire? 
- I don’t know.”