quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Seus "anos dourados" seriam uma época diferente desta?

Midnight in Paris (Meia-Noite em Paris) mistura comédia, fantasia e realidade, onde o protagonista Gil Pender (Woody Allen encarnado em Owen Wilson!) circula entre a noiva superficial e blasé, os futuros sogros descontentes, o pedante amigo-flerte de sua noiva, além de artistas ícones do passado, como F. Scott Fitzgerald, Cole Porter, Hemingway, Picasso, Dalí, Buñuel, todos na Cidade Luz. E em meio a isso tudo, ainda conhece uma charmosa francesa... Gil viaja no tempo para se confrontar com a ilusão de que uma vida diferente da sua seria melhor. Quer uma crítica? Leia Woody Allen volta ao realismo fantástico para, de novo, desmistificar a arte.

Meu corte vai para duas cenas:

Cena 1 – O encontro com os surrealistas (“Eu vejo... um rinoceronte”);
Cena 2 – O insight (“Se ficar aqui, isso torna-se o seu presente, e logo vai começar a imaginar que outra época é que, realmente, é ‘seus anos dourados’”).

A primeira cena:



A segunda cena:




sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Você cairia nessa?

Relacionamento não é fácil nem pra começar, nem pra terminar. E muito menos pra manter (poxa... alguém discorda?! por favor...). E é isso que Blue Valentine (Namorados Para Sempre) mostra. O começo e o fim de um casamento, onde um está sempre mais dentro que o outro, uma consegue ser mãe, trabalhadora, vadia, frígida, amorosa, indiferente, tudo ao mesmo tempo, e ambos não sabem lidar com seus sentimentos. Realista, fatalista, bonito, deprimente, não importa. Um relacionamento como qualquer outro, mas dirigido como poucos.  

Meu corte vai para a cena da cantada que deu certo:




sábado, 10 de dezembro de 2011

Escolha Vida!

Escolha Vida.

Escolha um emprego.

Escolha uma carreira,
uma família.

Escolha uma televisão,
uma televisão enorme.

Escolha um carro,
um carro do ano.

Escolha lavadoras, MP3 players
e abridores de latas elétricos.

Escolha saúde, colesterol baixo
e plano dentário.

Escolha uma hipoteca
a juros fixos.

Escolha sua primeira casa.

Escolha seus amigos.

Escolha roupas esportivas
e malas combinando.

Escolha um terno
numa variedade de tecidos.

Escolha fazer consertos em casa
e pensar na vida domingo de manhã.

Escolha sentar-se no sofá e ficar
vendo Sílvio Santos na TV
comendo porcaria.

Escolha apodrecer no final,
beber num lar que envergonha
os filhos egoístas que
pôs no mundo para substituí-lo.

Escolha uma religião.

Escolha um partido.

Escolha uma carreira
bem sucedida.

Escolha o seu futuro.

Escolha saúde.

Escolha viver.

Escolha Vida.


Mas por que eu iria querer isso?

Escolhi não ter escolha.

Quem precisa de escolhas
quando se tem heroína?