sábado, 29 de outubro de 2011

Vá fazer uma massagem nos pés!

(Go get yourself a foot massage! Bem melhor né?)


Whatever Works (Tudo pode dar certo) é, simplesmente, um dos meus preferidos do Woody Allen – dentre filmes incríveis de 2002 pra cá (que eu considero, de longe, sua melhor fase). Um filme sobre o rabugento Boris Yellnikoff, nova-iorquino de meia-idade, ateu, anti-social, professor de mecânica quântica, que se acha um verdadeiro gênio em meio a tanta gente ignorante. Um personagem cativante! Então, um belo dia, uma bela garota, Melodie St. Ann Celestine, entra em sua vida de uma forma totalmente inesperada, trazendo consigo toda a sua ingenuidade e ignorância... Bom, no fim, tudo pode dar certo!

Meu corte vai para a primeira cena do filme, onde Boris descasca suas ideologias sobre religião, relacionamentos, normas sociais, natureza humana, trazendo à tona questões como a busca pela felicidade, por uma identidade, pelo significado da existência, que acompanharão o resto do filme (e que me fez querer muito tê-lo assistido no cinema...):



“Todas elas são baseadas na idéia falaciosa de que as pessoas são, essencialmente, decentes. Dê a elas a chance de fazer certo e elas o farão.”

Coisa de gênio mesmo. Boris = Woody?

“E, mesmo assim, (com toda a mania de saúde) ainda chega o dia em que te colocam em um caixão e virá a próxima geração de idiotas que também te falará sobre a vida e definirá o que é apropriado.”

Apropriado??! Jesus... Ai de quem venha me dizer o que é apropriado nessa altura do campeonato! Ai de quem queira tirar o açúcar do meu suco de laranja, o leite condensado do meu chocolate quente, a macarronada super temperada das minhas noites, minhas horas mal-dormidas, e ainda dizer que vive mais quem dorme cedo, acorda cedo e come menos! So what?? Ai de quem! Como diria Pondé, sem abusar da vida, não vale a pena viver tanto.

E a mania de querer ser feliz? De querer agradar?? Jesus em dobro... Pondé também diria que isso é coisa de retardado... E o nosso cativante Boris, que “carisma nunca foi prioridade para mim”. Simples assim!

Uma comédia que me fez chorar, desta vez, de tanto rir (eu, que nem gosto de comédias! Mas adoro rir...). Assistam se quiserem!


Um comentário:

  1. esse filme é excelente e explora de maneira bem interessante as diversas manias que as pessoas possuem, como por exemplo, o personagem Boris que tem transtorno obsessivo compulsivo (toc).

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