segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A liberdade sempre tem um preço

Persépolis tem como fundo o cenário político do Irã entre o final dos anos 70 e início dos 90, desde a queda da ditadura do Xá até a Revolução Iraniana, a instauração do regime islâmico fundamentalista e repressor, e a Guerra contra o Iraque. Neste contexto, o filme conta a vida de Marjane Satrapi: a sua infância no Irã junto aos pais, intelectuais de esquerda, e à avó materna, sua melhor amiga; a sua adolescência na Áustria, onde foi “exilada” pelos pais e viveu seus maiores conflitos; seu retorno ao Irã, seguido por uma depressão, pelo ingresso na universidade, casamento, divórcio; e sua ida definitiva para a França. Uma história sobre família, repressão religiosa, contestação, censura, violência, perdas, descoberta do amor, infidelidade, amizade, preconceito, depressão, arte e liberdade.

A cena que escolho mostra alguns momentos antes do “exílio” de Marjane na Áustria, passando pela sua indignação frente ao novo regime dos aiatolás e pela realidade vivida pelas mulheres naquele Irã. A cena termina com um conselho da personagem mais cativante do filme (e da vida de Marjane), que faz a diferença em várias passagens de sua autobiografia. Mas isso é só a minha opinião. Como fã incondicional de quadrinhos, recomendo os quatro volumes da graphic novel Persépolis, ou a sua edição única, recentemente lançada. Sem igual.


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