segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A natureza dentro dela: 70% má

70% apenas para dizer que é maior do que a metade, mas menor do que a totalidade. O resto, com certeza, não é só bondade. Não somos apenas bons e maus, dicotômicos. Somos uma pluralidade de sentimentos e ações, uma complexidade de conexões, entre estímulos e respostas. Tão complexo quanto incompreendido. Mas talvez a mulher tenha, sim, uma maior capacidade para a maldade. Psicopatas são em sua maioria homens, mas homens doentes. Se olharmos para os normais (estatisticamente falando), o mundo está cheio de mulheres aparentemente inofensivas. Mas capazes de fingir dor, felicidade, desespero, orgasmo. Podem ser vítimas, loucas, femme fatale, na hora mais conveniente. Enquanto a vingança dos homens é física (quando pensam em vingança), a das mulheres é psicológica. Em casos patológicos, homens matam. Mulheres torturam sua vítima até que ela se mate. São dissimuladas (em vários níveis). Seduzem e enganam. Agem de acordo com a intensidade da emoção. Manipulam psicologicamente. E podem sentir prazer com o sofrimento.

“Uma mulher chorando é uma mulher tramando.” – Ela diz.

Uma bomba na mão de homens arrogantes, prestes a explodir (como o pai de Nic). Mas pode ser que a mãe seja realmente louca, ou talvez doente, e aí fuja da estatística. E não tenha a natureza 70% má, mas 70% doente. Então não haveria espaço para um Anticristo. Ou haveria? E como saber se quem escreve a tese é o próprio Anticristo?

Mas o filme não é sobre isso. Anticristo é antes um filme de fundo teológico. Uma referência, talvez, à mulher que carrega em si o mal da humanidade (leia O terror no Éden). Meu corte vai para o prólogo, a abertura para o caos:



“As mulheres não controlam o seu próprio corpo. A natureza o faz.” – Ela diz.

Um filme pesado para mentes leves.


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