segunda-feira, 26 de novembro de 2012

The New York he loves

Woody Allen. George Gershwin. New York City. Manhattan… what else to say? A movie about Woody’s love for the most charming-crazy-fancy-alternative-rich city in every level. Perhaps the most complete in the world. Where everything happens. Every time. Where couples break up, make up, combine. Where people work hard and play hard. The city of dreams, desires, consumption, addictions, skyscrapers, noise, crowds, passions, artists, musicians, business, life at full throttle. The city that Woody portrayed in the 70s and that does not seem different now. Yes, I was there, and for three months this was what I felt, and in the first week I had already fallen in love with it! (And I say it now with a certain nostalgia, something (saudade!) that almost suffocates... there was no better cut (corte) to place here, after so many months of neglect, than scenes of Manhattan. And speaking of neglect, this will be the first and only text in English, just because it had to be this way…).

My cut goes to 2 scenes:

Scene 1 – The opening, in which Woody declares his love for New York.




Scene 2 – The scene in which Tracy (a 17-year-old girl) tells his boyfriend Isaac (a 42-year-old divorced man) that “maybe people weren’t meant to have one deep relationship. Maybe we’re meant to have a series of relationships of different lengths”. My life experience says Yes, I agree, but my romanticized view says No... can I say Manhattan is trying to say No?



Sometimes we need to abandon books, movies, blogs, hobbies, just to live a little bit.


domingo, 10 de junho de 2012

Será que damos valor ao tempo que temos?

Blade Runner é uma ficção científica que vai além do básico (tecnologia alta ou decadente + algum mistério sendo revelado + problemas sociais), é mais intimista, mais humana, mesmo tendo como centro de tudo, andróides.

Trata-se de uma luta pela vida, pela liberdade, frente a um mundo que não dá mais valor a essas coisas, talvez por ter 'relaxado', por viver anos da filosofia do 'deixa pra amanhã'. Mas o tempo passa para todos.

Escolhi a cena mais marcante e 'batida' do filme, mas ela merece ser destacada de novo e de novo...



terça-feira, 22 de maio de 2012

Qual é a nova?

Jesus Christ Superstar (Jesus Cristo Superstar) conta a história da última semana da vida de Jesus, aos olhos de Judas. Uma ópera rock irônica, cheia de anacronismos, que retrata a visão política dos acontecimentos, onde os personagens são realistas, humanos e cheios de conflitos.

Meu corte vai para a cena em que Judas critica a relação de Jesus com Maria Madalena, e Jesus irrita-se com seus seguidores (“Quem nunca errou que atire a primeira pedra.”):




domingo, 29 de abril de 2012

O medo de ofender é maior que o medo da dor

The Girl with the Dragon Tattoo (Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres) é, antes de tudo, um filme bem feito. Com ótima trilha sonora e personagens bem caracterizados. A trama (que também é boa) serve apenas como pano de fundo para uma direção de primeira, como já era de se esperar.

Meu corte vai para duas cenas:

Cena 1 – Apresentação da protagonista-heroína-investigadora (“Acho que você não gostará dela. [...] Ela é diferente. Em todos os sentidos.”)
Cena 2 – Apresentação do assassino, ao som de Enya (“Por que as pessoas não confiam em seus instintos? [...] Só tive que oferecer uma bebida.”)

Não costumo fazer isso, mas esse filme é do tipo “investigação, mistério, vítimas e assassinos”, então eu não veria a segunda cena antes de ver o filme...

A primeira cena:



A segunda cena:



“The fear of offending is stronger than the fear of pain.”


sábado, 14 de abril de 2012

O verdadeiro amor te encontrará... no fim

Dois jovens solitários, vivendo isolados na Buenos Aires da era virtual, tentando se encaixar no mundo moderno, como tantos jovens por aí. Separados por paredes e tijolos, mas fragilmente conectados por mensagens de texto e chats online, buscando alguém para dividir sentimental e fisicamente suas vidas. Com a diferença de que, no filme, o final é feliz... Algo do tipo “o amor da sua vida está mais perto do que você imagina, e pode ser o seu vizinho de prédio”. Ou “somos problemáticos, incompreendidos, mas juntos nos salvamos”. De um jeito ou de outro, Medianeras fala da modernidade com criatividade, expondo uma realidade cada vez mais comum, de uma forma original e muito bem “arquitetada”.

Meu corte vai para a cena das recentes janelas abertas nas “medianeras” (as paredes cegas dos edifícios, sem janelas):



True Love Will Find You In The End 
(Daniel Jonhston) 

True love will find you in the end 
You'll find out just who was your friend 
Don't be sad, I know you will, 
But don't give up until 
True love will find you in the end 
This is a promise with a catch 
Only if you're looking can it find you 
'Cause true love is searching too 
But how can it recognize you 
Unless you step out into the light? 
Don't be sad I know you will 
But don't give up until
True love finds you in the end

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Real e humano?

Um dublê como herói, uma garçonete como mocinha, um mafioso como vilão e uma trilha sonora anos 80 de tirar o fôlego. Inspirado em enredos centrados nos clássicos heróis do cinema norte-americano, Drive é silencioso, tenso, teatral. O drama, os clichês, as cenas de violência, todos de impacto, fazem do filme fetiche puro do começo ao fim. 

Meu corte vai para a sequência de abertura, que apresenta de forma notável nosso protagonista: 




“- Do you know the difference between love and obsession? 
- No. 
- And what’s the difference between obsession and desire? 
- I don’t know.”


terça-feira, 6 de março de 2012

Somos maus por isso?

Shame. Sexo, vício, desejo, culpa, solidão, desespero, descompromisso, fobia, prazer, dor. Vergonha. Dois irmãos com um passado difícil, sem referências familiares, incapazes de se relacionar entre si e com as outras pessoas em um nível acima do superficial. Com poucos diálogos, trilha sonora densa e muitas cenas de sexo, o filme mergulha no íntimo dos dois personagens, expondo, pouco a pouco, os seus dramas.

Brandon, um homem comum, com apartamento próprio e emprego, tem sua vida apoiada em amizades superficiais, encontros casuais, obsessão sexual e falta de envolvimento emocional. Com uma afetividade primitiva e atraente, domina as técnicas da sedução e do sexo, mas a única vez que chega perto de se envolver emocionalmente com uma mulher, não consegue transar com ela. Até que sua irmã Sissy reaparece, invadindo a sua casa, a sua privacidade, a sua “segurança”, reclamando insistentemente por atenção, implorando que a ligação entre eles seja refeita e que o irmão consiga curar o seu desespero. O mesmo desespero que existe camuflado dentro dele. E ao invadir a sua vida, Sissy destrói a sua rotina vazia e “estável”, obrigando-o a conviver e a enfrentar os seus medos. A presença de Sissy o incomoda por ver nela o seu próprio vazio, a sua incapacidade, ou por ela representar, ao mesmo tempo, a figura socialmente "sagrada" da irmã e a da mulher sensual, atraente, objeto de desejo de qualquer homem. Está instalado o caos. Por mais que Brandon tente fugir e recuperar a estabilidade da sua vida intensificando o seu prazer sexual, alguma coisa parece mudar. E a repetição cada vez mais freqüente dessas cenas só contribui para tornar o conflito mais evidente. Uma obra de arte sobre um assunto tão difícil.

Meu corte vai para duas cenas:

Cena 1 – Sissy canta “New York, New York” (Carey Mulligan cantora!);
Cena 2 – A tentativa de diálogo (a única entre os dois irmãos, onde o conflito é verbalizado).

A primeira cena:



A segunda cena:



“Nós não somos pessoas más. Só viemos de um lugar ruim.” – Sissy diz.